Empreendedorismo na Advocacia: Construindo Sua Marca Pessoal
Advogar é Empreender?
Sabemos que o advogado, mesmo possuindo CNPJ constituído, não é considerado um empresário, pois a legislação veda essa denominação a profissionais liberais. No entanto, empreender é algo totalmente diferente.
Empreender significa identificar oportunidades, estruturar estratégias e assumir a gestão do próprio trabalho com foco em crescimento e sustentabilidade. Não se trata apenas de abrir um negócio, mas de desenvolver uma mentalidade estratégica, buscando inovação, eficiência e diferenciação no mercado.
Assim, o advogado que se dispõe a prestar serviços a terceiros está, de fato, empreendendo, pois gerencia sua carreira, constrói sua marca profissional e busca posicionamento competitivo, ainda que juridicamente não seja classificado como empresário.
Como enxergar seu escritório como um negócio?
Não me entenda mal! Meu objetivo não é tirar o propósito lindo da advocacia – afinal, foi por ele que escolhi o Direito e é por ele que sigo aqui, defendendo os direitos dos cidadãos. Mas já parou para pensar que estruturar seu escritório de forma estratégica e intencional pode beneficiar ainda mais seus clientes?
Ter um procedimento operacional padrão, organizar setores dentro do escritório e estruturar processos eficientes não significa perder a essência da advocacia, mas sim torná-la mais sustentável e escalável. Com uma gestão bem-feita, você melhora a qualidade do seu atendimento, ganha previsibilidade financeira e, acima de tudo, consegue ajudar mais pessoas com seu conhecimento.
A advocacia não precisa ser sinônimo de sobrecarga. Quanto mais organizado for o seu escritório, mais liberdade você terá para focar no que realmente importa: exercer sua profissão com excelência e propósito.
E para isso, você precisa começar a agir como empresária da sua própria advocacia. Isso significa definir metas, acompanhar seus números, entender quais serviços são mais rentáveis e criar estratégias para atrair e fidelizar clientes. Sem essa visão de negócio, o escritório pode se tornar um ciclo de trabalho intenso, mas sem crescimento real. A boa notícia é que, com pequenas mudanças e a mentalidade certa, você pode transformar sua advocacia em um negócio próspero e sustentável, sem abrir mão do propósito que te trouxe até aqui.
Ótimas leituras para te ajudar a desenvolver essa mentalidade mais estratégica e empreendedora na advocacia:
“A Startup Enxuta” – Eric Ries → Mostra como criar um modelo de negócios sustentável, testando ideias e otimizando processos.
“Os Segredos da Mente Milionária” – T. Harv Eker → Ajuda a mudar sua relação com dinheiro e a pensar como empreendedora.
“Comece Pelo Porquê” – Simon Sinek → Para alinhar propósito e estratégia, garantindo que seu escritório tenha uma identidade forte.
Construindo uma Marca Pessoal Forte na Advocacia
Sua marca é aquilo que te faz ser lembrado. É o que as pessoas dizem sobre você quando não está por perto. É a forma como você se torna memorável, constrói autoridade e gera credibilidade — e, consequentemente, atrai mais clientes.
Mas aqui está a questão: não existe marca pessoal na advocacia sem um nicho bem definido. Ter um nicho não significa que você nunca poderá atuar em outras áreas, mas sim que você se tornará a referência em um tema específico. O objetivo é que, sempre que alguém ouvir falar sobre um problema dentro do seu nicho, automaticamente se lembre de você. Seja um cliente precisando do serviço, um amigo indicando para um conhecido ou até um evento buscando um palestrante – sua especialização precisa ser clara.
Como fazer isso? Se posicione todos os dias como especialista no seu nicho. No meu caso, sou advogada empresarial, focada na parte preventiva, contratos e registro de marcas. E adivinha? Toda semana recebo mensagens de pessoas me enviando notícias sobre marcas, vídeos, casos de marcas parecidas no comércio… Elas me enxergam como referência.
O segredo? Falar consistentemente sobre o mesmo assunto. Construir autoridade não acontece da noite para o dia, mas sim com repetição, presença e entrega de valor.
Outras Dicas para Fortalecer sua Marca Pessoal:
Produza conteúdo relevante – Mostre seu conhecimento com posts, vídeos e artigos. Esteja presente nos lugares certos – Participe de eventos, palestras e redes profissionais. Crie um tom de voz autêntico – Sua comunicação precisa ter identidade própria. Construa conexões estratégicas – Relacionamentos são essenciais para expandir sua autoridade. Demonstre sua expertise no dia a dia – Suas conversas, postagens e interações devem reforçar seu posicionamento.
Se você quer construir uma marca forte na advocacia, se tornar referência no seu nicho e atrair clientes de forma estratégica, minha mentoria pode te ajudar. Nela, eu ensino advogadas a posicionarem seus escritórios como negócios, com foco em gestão, prospecção de clientes e diferenciação no mercado. Você não precisa mais ficar perdida ou depender apenas de indicações – é possível crescer de forma estruturada e previsível. Vamos juntas transformar sua advocacia?
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Outros temas importantes sobre Carreira na Advocacia:
O registro de marcas é um processo administrativo perante o INPI, que é o Instituto Nacional de Propriedade Industrial – autarquia federal e é o único órgão que registra marcas no brasil. O INPI funciona com direito de precedência, ou seja, quem primeiro faz o pedido do registro, primeiro tem direito sobre a marca.O registro é feito por ramo de atuação e tem abrangência nacional, então nenhuma outra empresa, no mesmo ramo que você, poderá utilizar marca igual ou semelhante em qualquer lugar do Brasil.
Por que Registrar sua Marca é Essencial para o Sucesso do seu Negócio?
Registrar sua marca garante exclusividade no uso do nome e identidade visual do seu negócio, protegendo-o contra cópias e uso indevido por terceiros. Além disso, o registro de marca aumenta a credibilidade da empresa, transmite profissionalismo e agrega valor ao seu ativo empresarial. Com uma marca registrada, você tem segurança jurídica para expandir seu negócio, licenciar ou até mesmo franquear sua marca, sem o risco de perder sua identidade para concorrentes.
Benefícios do Registro de Marca
Proteção legal: Evita que terceiros utilizem sua marca sem autorização.
Valorização da empresa: Uma marca registrada é um ativo importante e pode aumentar o valor do seu negócio.
Exclusividade no mercado: Garante que nenhum concorrente possa usar um nome ou símbolo semelhante.
Facilidade na expansão: Com a marca protegida, sua empresa pode crescer com mais segurança.
Diferenciação competitiva: Empresas com marca registrada passam mais confiança aos clientes.
Por que o Registro de Marca é um Passo Estratégico?
Muitas empresas perdem suas marcas porque não se preocupam com a proteção legal. Ao não registrar, você corre o risco de ter que mudar toda a identidade da sua empresa, o que pode causar prejuízos financeiros e de reputação. Empresas que investem no registro de marca demonstram compromisso com a longevidade do negócio e ganham mais autoridade no mercado.
Produto Digital
Um produto digital é qualquer tipo de bem ou serviço que é entregue ou acessado de forma eletrônica, sem a necessidade de uma versão física. Esses produtos podem incluir cursos online, e-books, templates, softwares, música, vídeos, assinaturas de conteúdo exclusivo, entre outros. Um exemplo comum de produto digital é o infoproduto, como um curso de marketing digital, ou um e-book sobre desenvolvimento pessoal. Muitas vezes, esses produtos são promovidos ou comercializados com marcas diferentes da marca principal da empresa ou do infoprodutor, criando uma identidade própria para o produto, mas mantendo a associação com a marca original para garantir reconhecimento e confiança. Esse tipo de estratégia é comum quando se busca atingir nichos específicos ou criar uma imagem mais focada no conteúdo do produto, ao invés da marca corporativa principal.
Por que Registrar o Nome do Seu Produto Digital é Essencial para Evitar Problemas Legais e Proteger Sua Marca
Registrar o nome de um produto digital, mesmo que seja um nome próprio, é essencial para garantir a proteção jurídica da marca e evitar problemas no futuro. Com o alcance crescente dos produtos digitais, que muitas vezes ganham visibilidade nacional e até internacional, o registro é imprescindível para evitar que outros usem o mesmo nome ou criem confusão no mercado. Infelizmente, muitos infoprodutores cometem o erro de utilizar marcas que já existem, o que pode resultar em notificações de violação de direitos autorais e, em alguns casos, até no pagamento de royalties para os proprietários das marcas registradas. Ao registrar a marca do produto, o infoprodutor assegura seus direitos exclusivos sobre o nome, evita disputas legais e garante que seu trabalho e esforço não sejam copiados, preservando a identidade e a integridade do seu produto no mercado.
Em resumo, registrar o nome do seu produto digital é uma medida fundamental para proteger a identidade da sua marca e garantir que você possa expandir seus negócios com segurança. O registro previne o risco de cópias, evita que você tenha que alterar o nome do produto futuramente e assegura a exclusividade no uso da marca. Além disso, é uma forma de se resguardar contra possíveis ações legais, como notificações e cobranças de royalties. Em um mercado cada vez mais competitivo e global, a proteção jurídica do seu nome pode ser um diferencial estratégico para o crescimento sustentável do seu negócio.
Outros temas importantes sobre Marcas e Empreendedorismo Digital:
Na faculdade de Direito, aprendemos a peticionar, dominar o juridiquês, estudar jurisprudência e doutrina. Mas não aprendemos a empreender, gerir um escritório, negociar ou estruturar nosso próprio negócio. Esse déficit nos deixa despreparadas para a realidade da advocacia e limita nosso crescimento profissional.
Esse é o momento ideal para correr atrás desse prejuízo.
Chega de aventuras jurídicas!
Pra ter um serviço diferenciado, que reflete sua expertise e atende às necessidades específicas dos seus clientes você precisa ser especialista. Um especialista sabe como funciona o fluxo de trabalho do início ao fim. Esse fluxo, estando bem desenhado, te proporcionará fazer as coisas com mais celeridade, precificar melhor e também atender melhor o seu cliente. Chega de se aventurar em várias áreas, defina sua especialidade e fique cada vez melhor dentro dela.
Intencionalidade
Quanto mais detalhado for o entendimento sobre o serviço prestado, mais voce será lemrbado quando o cliente precisar. Assim, seja intencional em tudo: seu posicionamento, imagem, lugares que frequenta, de que forma fala do seu serviço, marketing, enfim, esteja onde o seu público está e consuma o que eles consomem.
Permaneça na mente dos seus potenciais clientes.
Esteja preparado para receber esses clientes
Ao definir detalhadamente os serviços prestados, esteja pronto e entendido sobre cada aspecto da área de atuação, isso vai gerar segurança e credibilidade perante os clientes. Contrate softwares que te ajudem a prestar o serviço de maneira mais célere, não demore para contratar alguém pra te ajudar nas tarefas mais burocráticas. Isso vai te ajudar a focar no que é mais importante no seu negócio,
Comercial
Não existe escritório aberto sem vendas – sem contratos fechados. Para garantir o crescimento e a estabilidade do seu negócio, é essencial dominar a arte da negociação, aprender a vender sem parecer que está vendendo e desenvolver estratégias eficazes de prospecção.
A grande diferença entre um escritório que apenas espera os clientes baterem à porta e um escritório que opera como uma verdadeira empresa está na mentalidade: enquanto um depende da sorte, o outro age de forma estratégica, criando oportunidades, construindo autoridade e garantindo um fluxo contínuo de clientes.
Se você quer um escritório sustentável e previsível, invista em seu desenvolvimento comercial. O direito é sua ferramenta, mas o crescimento do seu escritório depende da sua capacidade de empreender!
Precificação e Modelo de negócios
A precificação de serviços jurídicos exige uma abordagem estratégica que leve em consideração o valor agregado ao cliente e as necessidades específicas do seu negócio.
A escolha do modelo de negócio que o escritório vai trabalhar depende do perfil do cliente e da natureza do trabalho, e deve ser alinhada com a proposta de valor do escritório, buscando sempre a melhor relação entre custo e benefício para o cliente e para o negócio.
Mentalidade Empreendedora na Advocacia
Para que um advogado tenha sucesso em um mercado competitivo, é essencial adotar uma mentalidade empreendedora. Isso significa não apenas dominar o conhecimento jurídico, mas também pensar estrategicamente sobre o crescimento do escritório como um negócio. Assim como qualquer empreendedor, o advogado precisa focar na criação de oportunidades, no desenvolvimento de soluções inovadoras e na gestão eficiente de recursos. Desenvolver uma visão estratégica envolve entender as necessidades do cliente, saber se posicionar no mercado, captar novos clientes de forma ativa e fidelizá-los com serviços de qualidade. Ao tratar o escritório de advocacia como uma verdadeira empresa, com metas claras, estratégias de marketing e gestão financeira sólida, o advogado não apenas se destaca, mas também garante a sustentabilidade e o crescimento de seu negócio a longo prazo.
Outros temas importantes sobre Empreendedorismo Jurídico:
Porque o seu modelo do google vai te deixar na mão
Que todo profissional que presta serviços precisa de um contrato não é novidade. A maioria adota esse cuidado, acreditando estar totalmente protegida. Mas a verdade é que o contrato existe justamente para não precisar ser usado! Como assim? Ele deve servir como um respaldo, garantindo que todas as obrigações e penalidades estejam tão claras que evitem conflitos.
O problema é que, quando realmente precisam executar o contrato, muitos profissionais e empresas descobrem que ele não os protege como deveria. Isso acontece porque muitos contratos são genéricos, sem a personalização necessária para cada tipo de serviço. Muitas vezes, falta uma cláusula estratégica, essencial para aquele negócio ou situação específica. E quando o problema surge, o contrato – que deveria ser a solução – acaba não ajudando.
Seu serviço é único, seu contrato é genérico
Você dedicou tempo e esforço para construir um serviço diferenciado, que reflete sua expertise e atende às necessidades específicas dos seus clientes. O primeiro passo pra um contrato de sucesso é a descrição completa dos serviços a serem prestados, pormenores, prazo, o que entra e o que não entra no pacote. O objeto do contrato bem especificado é uma das grandes chaves de um contrato personalizado.
Ao entender os detalhes do seu serviço, as cláusulas essenciais se revelam
Quanto mais detalhado for o entendimento sobre o serviço prestado, mais claras serão as necessidades contratuais.
Por exemplo, um fotógrafo que oferece pacotes de ensaios precisa de cláusulas específicas sobre direitos autorais e uso de imagem, definindo se o cliente pode ou não editar as fotos ou usá-las para fins comerciais. Já um designer gráfico pode precisar de uma cláusula sobre revisões e alterações, para evitar demandas excessivas sem custo adicional. No caso de um consultor empresarial, uma cláusula de confidencialidade pode ser indispensável para proteger informações estratégicas dos clientes.
Ao mapear os detalhes do seu serviço, você garante que o contrato seja um verdadeiro aliado, prevenindo problemas e fortalecendo a relação com seus clientes.
Clareza nas obrigações
A clareza das obrigações contratuais é essencial para estabelecer um entendimento inequívoco entre as partes, prevenindo ambiguidades e conflitos futuros. Ao definir detalhadamente as responsabilidades e contrapartidas de cada parte, o contrato assegura que, em situações importantes ou imprevistas, todos saibam exatamente qual é o seu papel e qual retorno ou benefício lhes é garantido. Dessa forma, a previsão cuidadosa de cenários relevantes não só fortalece a segurança jurídica, mas também fomenta um relacionamento mais equilibrado e transparente entre os envolvidos.
Preço, condições, prazos
Cláusulas que estabelecem preços, condições e prazos são fundamentais para a boa execução de um contrato. Ao definir preços de maneira detalhada, o contrato elimina ambiguidades e previne disputas futuras sobre custos, garantindo que ambas as partes tenham uma compreensão clara dos valores acordados. Além disso, a inclusão de condições específicas estabelece os critérios e requisitos que podem influenciar o cumprimento das obrigações, permitindo ajustes e revisões conforme necessário. A estipulação de prazos bem definidos assegura que as atividades, entregas ou pagamentos ocorram dentro de um cronograma pré-estabelecido, facilitando o acompanhamento do progresso e o gerenciamento de eventuais imprevistos. Para contratos com prazo indeterminado ou com grande quantidade de parcelas, uma boa tática para evitar atrasos e inadimplências é a criação de um quadro visual detalhado, no qual as datas de pagamento e demais prazos estejam claramente dispostos, eliminando dúvidas e promovendo o comprometimento de todas as partes envolvidas. Dessa forma, essas cláusulas contribuem para uma relação contratual mais transparente, equilibrada e juridicamente segura.
Cláusula Rescisória
A cláusula rescisória representa uma das disposições contratuais mais importantes, pois, ao definir de forma clara os termos para o encerramento da relação contratual, ela evita conflitos e ambiguidades quando as circunstâncias não se desenvolvem conforme o previsto. Uma rescisão bem definida estabelece, de maneira prévia, os prazos, valores e penalidades aplicáveis em caso de término do contrato, o que facilita o processo de dissolução da relação entre as partes sem a necessidade de longas discussões ou interpretações divergentes. Dessa forma, essa cláusula não só oferece segurança jurídica, mas também contribui para a manutenção de um equilíbrio e transparência essenciais, permitindo que ambas as partes se preparem e ajustem suas expectativas mesmo em situações adversas.
Seu serviço é único, seu contrato deve ser também
Por que falamos em um contrato personalizado para o seu serviço?
Porque, ao detalhar passo a passo como você presta seu serviço para o advogado, ele consegue identificar riscos e prever cláusulas essenciais para sua proteção. Cada negócio tem suas particularidades, e um contrato bem estruturado reflete essas necessidades. Afinal, cada caso é único!
Entrar em um novo ano é uma oportunidade valiosa para refletir sobre o que deu certo e o que pode ser ajustado. Para advogadas que querem não apenas crescer na profissão, mas também equilibrar sua vida pessoal, o planejamento anual se torna um dos passos mais importantes. Vamos explorar como você pode organizar metas profissionais e financeiras de forma prática e estratégica.
1. Revisão do Ano Anterior
Antes de planejar, olhe para trás. Analise:
Quantos clientes foram atendidos e qual foi a receita gerada por cada tipo de serviço.
Quais metas foram alcançadas e quais ficaram pendentes.
Quais desafios surgiram e como você lidou com eles.
Quais meses foram mais vantajosos
Essa revisão te ajudará a identificar padrões e ajustar estratégias.
2. Defina Objetivos Claros
Trabalhar com metas claras é essencial. Divida-as em:
Profissionais: Como aumentar a carteira de clientes, lançar uma mentoria ou oferecer novos serviços, nichar, organizar gestão do tempo, parcerias.
Financeiras: Defina quanto você quer faturar mensalmente e anualmente, considerando os custos fixos e variáveis do escritório e de que forma você planeja alcançar esses objetivos – precificando melhor, aumentando a equipe. Aumentando os serviços.
Certifique-se de que as metas sejam específicas, mensuráveis, alcançáveis, relevantes e temporais (modelo SMART).
3. Crie um Orçamento Anual
Para garantir a saúde financeira do escritório:
Mapeie todas as despesas fixas e variáveis.
Reserve um percentual para imprevistos.
Estabeleça um fundo de reinvestimento para melhorias no escritório, como contratação de estagiários ou automação de processos.
4. Organize seu Calendário de Marketing e Captação de Clientes
Ter um calendário de ações de marketing ajuda a manter a visibilidade do escritório:
Planeje publicações estratégicas nas redes sociais para atrair o público-alvo.
Programe palestras, workshops ou eventos para se conectar com possíveis clientes.
Estabeleça parcerias
5. Implemente Ferramentas de Gestão
Organização é fundamental para otimizar tempo e reduzir stress. Algumas sugestões:
Use softwares para gestão de processos, prazos e contratos.
Automatize tarefas administrativas repetitivas, como envio de boletos ou acompanhamento de pagamentos.
Invista em um sistema de CRM para gerenciar os contatos de clientes e parceiros.
6. Priorize o Autocuidado e o Equilíbrio
A advocacia é uma profissão desafiadora, e o bem-estar da advogada reflete diretamente na qualidade do trabalho:
Estabeleça horários claros para começar e terminar o trabalho.
Reserve tempo para lazer, família e autocuidado.
Aprenda a delegar tarefas para evitar sobrecarga.
7. Monitore e Ajuste o Planejamento ao Longo do Ano
Acompanhamento é tão importante quanto a definição das metas. Reserve um tempo mensal para:
Revisar o que foi alcançado.
Ajustar estratégias conforme os resultados.
Celebrar as pequenas conquistas, mantendo-se motivada.
Conclusão
Um planejamento anual bem-feito não apenas aumenta suas chances de sucesso, mas também permite que você construa uma carreira sustentável e equilibrada. Lembre-se: a chave está em definir metas realistas, acompanhar os resultados e ajustar o que for necessário ao longo do caminho. Com organização e estratégia, você pode transformar o próximo ano no melhor da sua trajetória como advogada.
Adeus ano velho, feliz ano novo! Enquanto todos escrevem suas metas de início de ano, já parou para pensar no que o seu negócio precisa para prosperar? Cada empreendedor enfrenta desafios únicos, mas há algo em comum para todos: a necessidade de segurança jurídica. Contratos bem elaborados com fornecedores, clientes e sócios são fundamentais, mas não dá para ignorar a importância do registro da marca. Já vi muitas empresas deixarem isso para depois e, no pior momento, perderem sua identidade. O resultado? Um alto investimento em rebranding, placas, materiais gráficos e, o pior de tudo: a credibilidade no mercado. Comece o ano protegendo o que é seu!
Registro de marca, o que é isso?
O registro de marca é o que garante que a identidade do seu negócio seja exclusivamente sua. Em outras palavras, ele protege o nome, o logotipo ou qualquer elemento que identifique sua empresa, impedindo que outras pessoas usem algo semelhante sem sua autorização. Muita gente confunde com o nome da empresa registrado na Junta Comercial, mas eles são coisas diferentes: o registro de marca, feito no INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial), dá a você direitos exclusivos em todo o território nacional, enquanto o registro na Junta é apenas para identificar sua empresa na sua cidade ou estado. Com o registro de marca, você protege o que construiu e evita dores de cabeça no futuro.
Mas isso faz sentido para qualquer empresa ou somente as grandes?
Muita gente pensa que o registro de marca é algo importante apenas para grandes empresas, mas isso não poderia estar mais longe da verdade. Seja você um pequeno empreendedor, um autônomo ou dono de uma empresa familiar, sua marca é o que diferencia o seu negócio no mercado. É ela que conquista clientes e cria confiança. Sem o registro, você corre o risco de perder o direito de usá-la caso outra pessoa a registre antes. Então, proteger sua marca é essencial para qualquer empresa, independentemente do tamanho, porque ela é o coração da sua identidade e do seu futuro no mercado.
O que eu preciso fazer?
Antes de solicitar o registro de marca, é indispensável realizar uma análise prévia de viabilidade para verificar se a marca é registrável. Essa análise considera, entre outros fatores, se já existem marcas semelhantes ou idênticas registradas na mesma classe de proteção, já que o registro é feito por classes específicas, de acordo com o tipo de produto ou serviço. Apenas um profissional especializado na área poderá conduzir essa análise com precisão, pois ela exige conhecimento técnico e jurídico, incluindo um domínio da Lei da Propriedade Industrial. Esse cuidado inicial evita frustrações, custos desnecessários e aumenta as chances de sucesso no registro.
É caro registrar a marca?
O registro de marca não é tão caro quanto muitos imaginam, especialmente se você considerar os benefícios de proteger a identidade do seu negócio. O custo envolve as taxas do INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial), que são acessíveis, com descontos para microempresas e MEIs. Além disso, é recomendável contar com um profissional especializado em registro de marca, que entende da Lei da Propriedade Industrial e cuida de todo o processo, evitando erros e aumentando as chances de aprovação. O investimento é pequeno comparado ao prejuízo que pode surgir se outra pessoa registrar o nome ou logotipo do seu negócio antes de você. Lembre-se: proteger sua marca é essencial para garantir exclusividade e evitar problemas jurídicos futuros.
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Um slogan é uma frase curta e impactante, criada para transmitir a identidade de uma marca, empresa ou campanha de forma concisa e memorável. Seu principal objetivo é comunicar de maneira eficaz os valores, benefícios ou a proposta única de um produto, serviço ou ideia. Em muitos casos, um bom slogan se torna sinônimo da própria marca, funcionando como uma espécie de assinatura que reforça sua imagem perante o público.
Os slogans estão presentes no cotidiano de maneira tão natural que muitas vezes nem percebemos seu impacto. Eles são usados em campanhas publicitárias, como lema de empresas e até em causas sociais, contribuindo para a construção da memória coletiva sobre determinado produto ou instituição. A eficácia de um slogan está na sua capacidade de sintetizar uma mensagem poderosa em poucas palavras, frequentemente associada a um conceito emocional ou racional que gera uma conexão imediata com o consumidor.
Objetivo de um Slogan
O principal objetivo de um slogan é criar uma associação positiva e duradoura entre o público e a marca. Ele serve como uma ferramenta de diferenciação no mercado competitivo, ajudando a destacar um produto ou serviço em meio aos concorrentes. Um bom slogan pode reforçar a identidade da marca, transmitir seus valores, ou ainda, gerar um sentimento de confiança e lealdade entre os consumidores. Além disso, ele também pode ser usado para destacar as qualidades únicas de um produto, como a durabilidade, a inovação ou os benefícios para a saúde, criando uma comunicação eficiente e de impacto.
O slogan funciona como um elemento de memorização: seu design simples e direto facilita a lembrança e cria uma conexão emocional com o público. Por isso, é fundamental que seja curto, claro e criativo, com palavras que comuniquem diretamente o que a marca ou produto deseja expressar.
Exemplos Famosos de Slogans
A história da publicidade está repleta de slogans que se tornaram ícones culturais.
Nike – “Just Do It” Lançado em 1988, o slogan da Nike, “Just Do It”, é um dos mais reconhecidos mundialmente. Ele transmite a ideia de ação e superação, incentivando as pessoas a agirem sem hesitação, independentemente das dificuldades. A simplicidade da frase faz com que ela seja fácil de lembrar, enquanto a associação com o desempenho atlético fortalece a imagem da marca como motivadora e inspiradora.
Apple – “Think Different” Lançado em 1997, o slogan “Think Different” se alinha com a proposta da Apple de ser uma marca inovadora e desafiadora do status quo. A frase incentivava os consumidores a se diferenciarem, associando a Apple a uma mentalidade criativa e disruptiva. Esse slogan não só transmitia uma mensagem clara sobre a identidade da marca, mas também apelava ao desejo de pertencimento a um grupo de pessoas que se viam como diferentes ou especiais.
Adidas – “A marca das três listras”
A Adidas, reconhecida mundialmente por suas três listras, utiliza o slogan “A marca das três listras” para reforçar sua identidade visual e destacar a tradição e qualidade associadas aos seus produtos. As três listras, presentes em seus calçados e vestuário, simbolizam a essência da marca e sua presença no mundo esportivo.
Posso registrar o SLOGAN?
Até meados de novembro de 2024, a principal causa de indeferimento de registros de marca no INPI era a utilização de slogans. Com base na Lei de Propriedade Industrial, o INPI não permitia o registro de slogans como marca, o que levava a uma alta taxa de recusas.
Art. 124. Não são registráveis como marca:
(…)
VII – sinal ou expressão empregada apenas como meio de propaganda;
(…)
NOVO ENTENDIMENTO
Recentemente, o INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial) adotou um novo entendimento que permite o registro de slogans como marca.
A partir dessa mudança, um slogan será passível de registro desde que não atenda cumulativamente a duas condições: exercer exclusivamente função de propaganda e ser incapaz de exercer função distintiva.
Essa nova abordagem busca equilibrar a proteção de elementos publicitários que apresentam grau de originalidade e capacidade de identificar e diferenciar produtos ou serviços no mercado, consolidando o slogan como uma ferramenta de posicionamento e identidade para as marcas.
Agora, o novo entendimento prevê que um slogan só será indeferido se cumprir simultaneamente duas condições:
Exercer função de propaganda, ou seja, recomendar, divulgar ou persuadir em relação a um produto ou serviço; e
Ser incapaz de exercer função distintiva, ou seja, não apresentar elementos que o diferenciem no mercado ou que permitam identificar claramente sua origem.
Com isso, slogans que combinam função de marca e função de propaganda ou que possuem elementos originais e distintos podem ser registrados. A nova interpretação valoriza o grau de originalidade e a capacidade distintiva dos slogans, permitindo que empresas protejam legalmente expressões que compõem sua identidade e estratégia de branding.
Essa mudança representa um avanço significativo no cenário de proteção de marcas no Brasil, acompanhando uma prática já consolidada em outros países, como Coreia do Sul, China e Japão, onde slogans já são reconhecidos como elementos registráveis.
Essa mudança representa um avanço significativo, principalmente para empresas que investem em marketing e buscam proteger suas expressões criativas, utilizadas amplamente em campanhas publicitárias e na construção da identidade de suas marcas.
Agora, slogans podem ser registrados, garantindo proteção legal contra usos indevidos e exclusividade para seu titular no segmento de atuação, o que fortalece ainda mais a estratégia de branding e posicionamento de mercado.
Outros temas importantes sobre Investimento e sociedade:
Captação de clientes: Muitos advogados recém-formados enfrentam dificuldades em atrair clientes devido à alta concorrência e à falta de experiência em marketing jurídico.
Atualização constante: As leis mudam frequentemente, exigindo que os advogados se mantenham atualizados com legislações, jurisprudências e regulamentações.
Equilíbrio entre vida pessoal e profissional: A pressão por prazos, volume de trabalho e a necessidade de atender clientes pode prejudicar o equilíbrio, levando ao estresse e à sobrecarga.
Gestão de escritório: Muitos advogados têm pouca experiência em gestão financeira, administrativa e de pessoas, o que pode comprometer o crescimento do escritório.
Competência técnica: Além de conhecimento jurídico, o advogado precisa dominar outras habilidades, como negociação, mediação e estratégia.
Tecnologia: A revolução digital trouxe desafios na adaptação a novas ferramentas tecnológicas e à automação de processos.
Ética profissional: Em um ambiente competitivo, o advogado precisa se manter firme em princípios éticos, mesmo quando há pressão para resultados rápidos.
Advogar, pode ser bom?
A profissão do Advogado esteve em alta por muito tempo. Compondo a tríade das profissões de maior status, aos poucos a profissão foi perdendo força no mercado. Talvez pela grande quantidade de cursos de direito no país, mas com certeza pela falta de união entre os profissionais. Isso porque, vemos todos os dias profissionais cobrando valores irrisórios e em contrapartida também prestando serviços medianos ao público.
E como quebrar esse ciclo e ajudar na valorização da profissão?
Para quebrar esse ciclo e valorizar a profissão, é fundamental que os advogados adotem uma postura mais estratégica e empresarial em sua atuação. Isso começa com a educação continuada, investindo não apenas no aprimoramento técnico, mas também em habilidades de gestão, marketing jurídico, e desenvolvimento de negócios. Além disso, é crucial que os advogados compreendam o valor de seu trabalho e precifiquem seus serviços de forma justa, sem ceder à pressão de reduzir honorários em troca de volume de clientes.
Outro ponto essencial é a união da classe. Advogados precisam colaborar mais e competir menos entre si. Isso pode ser feito através de redes de apoio, mentorias e associações que promovam o fortalecimento da profissão. A ética profissional também deve ser rigorosamente respeitada, estabelecendo um padrão de qualidade que recupere a confiança do público nos serviços jurídicos.
Por fim, a inovação no atendimento ao cliente, a transparência e o uso de tecnologias para otimizar processos também são caminhos que podem ajudar os advogados a se diferenciarem no mercado, prestando serviços de excelência e, consequentemente, elevando o valor percebido da profissão.
Inovar para conquistar
Inovar no modelo de negócios, explorar novas teses e repensar a forma de atender ao cliente são estratégias poderosas para se destacar em um mercado competitivo. Essas inovações não apenas agregam valor ao serviço ou produto oferecido, mas também fortalecem a percepção de exclusividade e modernidade da empresa. Ao adotar práticas inovadoras, é possível criar uma experiência diferenciada para o cliente, atender a demandas específicas e antecipar tendências, o que resulta em maior relevância e competitividade no mercado.
Desafios existem para serem superados
Os desafios profissionais não são exclusivos da advocacia; todas as carreiras possuem seus ônus e bônus. Contudo, enquanto advogados, nosso dever é identificar nosso propósito e alinhá-lo à rotina de trabalho, tornando nossos dias mais satisfatórios. Uma rotina prazerosa contribui para o bem-estar e a saúde mental do profissional, permitindo que ele ofereça aos clientes uma experiência positiva e serviços jurídicos de excelência.
Para alcançar esse equilíbrio, é essencial investir em um nicho específico de atuação, evitando a dispersão em múltiplas áreas, definir um modelo de negócios bem estruturado e estabelecer um relacionamento transparente e ético com o cliente. Além disso, manter-se atualizado juridicamente e atuar com integridade são pilares fundamentais. Com essa abordagem, o retorno – tanto profissional quanto pessoal – é inevitável.
Outros temas importantes sobre Investimento e sociedade:
Não há como falar da história da propriedade intelectual sem fazer uma ligação entre o passado e o presente. A possibilidade de as pessoas se comunicarem é incrível e os benefícios que proporcionam à sociedade são incontáveis.
A primeira forma de comunicação através de um equipamento, foi pelo telégrafo em 1837, criação de Samuel Morse, nos Estados Unidos. O funcionamento deste equipamento se dava através da utilização da corrente elétrica para transmitir códigos, sendo possível apenas a transmissão de uma mensagem por vez. Silva afirma que “Ele se aproveitou do conhecimento disponível sobre eletricidade e de tentativas falhas de criar um telégrafo e acabou sendo o primeiro a inventar um modelo de telégrafo elétrico viável.”
A habilidade em áreas diversas das artes e da ciência, possibilitou aos inventores da época a criação do telégrafo, essa revolucionária invenção que nos permitiu grande evolução até aqui, como ler este artigo pelo celular através da internet. Silva comenta que: “O telégrafo chegou ao Brasil durante o Segundo Reinado, especificamente na década de 1850. O imperador Dom Pedro II era um entusiasta das novas tecnologias que surgiam no período, e, por seu intermédio, a primeira linha de telégrafo no Brasil foi instalada. Essa linha ficava no Rio de Janeiro e ligava a Quinta da Boa Vista ao Campo de Santana, possuindo 4300 metros de extensão. Na década de 1870, foram estabelecidos no Brasil cabos de telegrafia marítimos, que permitiram que linhas de telegrafia intercontinentais fossem instaladas em nosso país. Com isso, foi instalada uma linha que ligava o Pernambuco ao Pará e uma linha que ligava o Brasil a Portugal e Cabo Verde.”
A chegada do telégrafo em terras brasileiras, traz consigo além da modernidade advinda dos países desenvolvidos, a visão estratégica do desenvolvimento da comunicação no país. A ligação entre estados demonstra a necessidade da comunicação interestadual, estreitando os laços do desenvolvimento e encurtando distâncias geográficas.
Posterior a isso, no cenário internacional, em 1876, temos a criação do telefone, cuja invenção de origem é disputada por Graham Bell e Elisha Gray. Souza esclarece que: “Graham Bell percebeu a possibilidade de transmitir mais de uma mensagem ao longo do mesmo fio de uma só vez na concepção de “telégrafo múltiplo”. Assim, utilizando seus conhecimentos como músico, o telefone foi oficialmente criado. Veja, as habilidades nas mais diversas áreas do conhecimento como a física e a música, foram determinantes também para a evolução da história da propriedade intelectual no quesito comunicação.
Souza assevera que “A primeira linha telefônica instalada no Brasil foi concretizada por ordem do imperador Dom Pedro II em 1877. A linha interligava o Palácio da Quinta da Boa Vista às casas ministeriais. Foi a Western and Brazilian Telegraph a empresa responsável pelo trabalho.” Essa iniciativa precursora sinaliza o compromisso do Brasil em abraçar inovações que moldariam o futuro das telecomunicações no país.
Observa-se que “(…) ainda em 1877, quando a companhia Ericsson instalou o primeiro telefone fixo em território nacional a pedido do então imperador Dom Pedro II. “ Obviamente a telefonia fixa foi determinante para a criação da telefonia móvel, inaugurando uma era de mobilidade e flexibilidade.
De acordo com Rocha, “A telefonia móvel foi introduzida no Brasil em 1972, por um sistema anterior à tecnologia celular, um sistema de baixa capacidade, com tecnologia IMTS (Improved Mobile Telephone System). “
Todo capítulo da história das telecomunicações no Brasil contribui para a história atual e para as futuras. No ano de 1975 já começamos a observar vários pedidos de patentes perante o Instituto Nacional de Propriedade Industrial, envolvendo o telefone, como: Telefone com sinalização de frequência múltipla, equipamento e método de teste para sistema coaxial de telefone, sistema de telefone automático protegido contra interrupções voluntárias durante o registro dos sinais.
Analisando o banco de dados do INPI, nos anos seguintes, verificamos que as patentes abrangem não somente a capacidade de evolução do telefone em si, mas a criação de modelos para aperfeiçoamento de todo o serviço, como porta-fone para telefone no ano de 1979, abrigo para transceptor rádio e telefone rural; atendendo a população da zona rural. Ainda, a criação de novos nichos de negócios também são perceptíveis, através dos títulos das patentes, veja: dispositivo que permite o uso do telefone para fazer uma aposta na loto ou em qualquer outro jogo de azar autorizado; sistema contador de tarifa junto ao telefone; sistema integrado telefone/computador por leitora de cartões magnéticos e/ou óticos e/ou perfurados.
Seguindo a cronologia, Di Rocha dispõe: “Em 1990, o Rio de Janeiro é a primeira cidade brasileira a usar a Telefonia Móvel Celular, logo depois apareceu o sistema da Telebrasília em 1991. E foi seguido por Campo Grande, Belo Horizonte e Goiânia. Em 1993 houve a inauguração da Telefonia Móvel Celular em São Paulo, e em novembro deste mesmo ano a Telesp Celular lança o seu celular digital. “ A década de 90 marcou essa grande evolução da telefonia móvel do Brasil. Drullis afirma que “Todas as tecnologias móveis até então, mesmo que celulares, eram analógicas.”
Essa transição para o digital foi uma significativa mudança da qualidade da comunicação, bem como da evolução da propriedade intelectual. Analisando o banco de dados do INPI, neste período, patentes como: peça de conexão para ligar um carregador de rádio-telefone a um acendedor de cigarros em um automóvel; suporte para telefone portátil; base de carregamento para telefone portátil; carregador móvel para rádio-telefone; sigilo de voz para telefone nas versões de mesa (SV-101) e em maleta (SV-141).
“Para quem não está familiarizado com o conceito, a tecnologia das redes móveis é baseada em radiofrequência. O sinal é enviado e recebido via antenas e receptores, com centrais conhecidas como Estações Rádio Base (ERB). Estas, respondem por áreas geográficas específicas e estão conectadas às redes de telefonia móvel e fixa.Na prática, o que acontece é que, dependendo da área em que se está e da potência do sinal, celulares e computadores conseguem captar uma ou outra rede. Para nomear essas redes foi usado o ‘G’, que remete à palavra geração, e o número indicando a versão.”
O sistema de telefonia é complexo, assim como o do telégrafo, lá atrás também era. A Propriedade intelectual advinda da criatividade, ciência e potencial de desenvolvimento econômico permitiram que chegássemos até aqui. O progresso da capacidade de conectividade sempre se embasa na inovação anterior. Não há como dar créditos apenas aos atuais grandes inventores, sem destacar a propriedade intelectual desenvolvida através de toda a história.
Rohrmann aduz que “A comunicação de dados através da Internet não se dá pela mesma lógica da comunicação telefônica ordinária. Nesta última, uma vez estabelecida a ligação entre duas pessoas, o circuito se fecha, pois a comunicação ocorre como se houvesse uma ligação dedicada, exclusiva, entre as duas pessoas.”
Importante destacar que “No Brasil, o padrão adotado para o 1G foi o Sistema Avançado de Telefonia Móvel, ou AMPS (do termo em inglês Advanced Mobile Phone System). O modelo havia sido implementado, a princípio, nos Estados Unidos, e seu uso ficou mais restrito às nações desenvolvidas. Se, em retrospecto, essa inovação parece limitada, naquele momento, revolucionou a forma de trabalhar. Para os profissionais que precisavam sair do ambiente empresarial, como a força de vendas, a novidade permitia agilizar pedidos e melhorava a comunicação com equipes e clientes. Entretanto, vale fazer a ressalva de que, no início, essa tecnologia era cara e usada majoritariamente para ligações locais e rápidas. “
A possibilidade de agilizar vendas, automatizar pedidos e estreitar a comunicação entre clientes e fornecedores, chancela uma nova era de forma de trabalho, apesar de ainda ser utilizada por poucos.
Sbrissia afirma que: “Os sinais recebidos de um transmissor cobriam uma área específica, chamada de célula. Quando um usuário saía dessa célula e passava a integrar outra, o sinal era transferido sem transição ou interferência. Esse foi o grande divisor de águas para a tecnologia G e o que possibilitou o avanço da mobilidade na telefonia.”
Pavimentado o caminho, a tecnologia 2G traz uma mudança significativa no que tange aos serviços de voz e dados. Hoje, ainda podemos verificar o uso da referida tecnologia em dispositivos mais simplificados, evidenciando sua grande relevância.
Sobre o tema, traz à baila: “Essa etapa da evolução da internet móvel já foi mais presente no Brasil. O 2G surgiu no início dos anos 1990, mas se popularizou no País no final da década. Os grandes trunfos da geração, em relação à sua predecessora, foram: Trocar a tecnologia analógica para digital; Acrescentar o serviço de dados; Implementar o envio de mensagens SMS. Essa possibilidade da rápida troca de mensagens também acelerou os negócios. O serviço de dados, então, ainda que bem rudimentares, já permitiam pesquisas da previsão do tempo e ofereciam o serviço de e-mail.”
Magalhães explica que: “O 2G, aplicado a partir de 1991, foi importante para distribuir serviços de voz e mensagens de texto. Havia, também, capacidade para transmissão de dados, mas de forma limitada: o pico de taxa de transferência de dados era de aproximadamente 97 Kbps. Por conta dessa funcionalidade, aparelhos mais básicos ainda possuem o acesso à conexão 2G. “
Tais inovações não apenas mudaram a forma como os brasileiros se comunicam, mas também lançaram as bases para o desenvolvimento contínuo das redes móveis que moldam a sociedade conectada de hoje. Di Rocha assegura que “Em 17 de novembro de 1997, começa a operar o primeiro serviço celular digital nacional da Banda B, em Brasília. Em 19 de maio são ativados os primeiros celulares digitais da região metropolitana de São Paulo.” A democratização do acesso à tecnologia foi acontecendo, tornando sólidas as bases para o crescimento da tecnologia G, conforme continua Di Rocha: “Com a liberação das frequências às empresas privadas nacionais e estrangeiras, o sistema sofreu um barateamento e aumentou sua área de abrangência, além do número de terminais. “ As patentes de invenção e de modelo de utilidade requeridas neste ano, acompanharam as mudanças do analógico para o digital, em destaque: Telefone com relógio digital, conexão com telefone celular para óculos; sistema computadorizado de jogo via telefone; sistema de comunicação de dados e unidade de telefone móvel; tela de toque, dispositivos de controle de cursos, de entrada e de tela de toque, telefone móvel, e, processo para fabricar uma tela de toque; Sistema de pesquisa de conhecimento interativo por telefone.
Drullis traz à baila que “Na época, cabos de dados (serial ou USB) eram usados para sincronizar dados entre seu computador e PDA, por exemplo. Havia a opção do infravermelho, usado em controles remotos, mas requeria que os dois dispositivos estivessem com os seus sensores mirados um para o outro durante a transferência de dados. O Bluetooth é diferente e os dispositivos não precisam estar alinhados. A velocidade da versão 1.0 chega a 721 Kbps.”
A forma como os dispositivos interagem entre si e compartilham dados mudou totalmente com o advento do Bluetooth, “A empresa Ericsson é creditada, por exemplo, com a invenção do Bluetooth, tecnologia de comunicação sem fio revelada em 1998 que se tornou fundamental nos celulares e smartphones nas décadas seguintes.” Essa inovação possibilitou a comunicação entre dispositivos sem fio, acelerando a transferência de dados e dando mais um passo rumo ao futuro.
Enquanto isso, as patentes continuavam a ser requeridas a todo vapor, à medida das grandes novas inovações, novas necessidades surgem, tais como: carregador de bateria para telefone celular com duas entradas; módulo web incorporado.
O acesso à internet por meio do dispositivo móvel foi o grande divisor de águas da história da conectividade e o ponto que mudou radicalmente a forma como trabalhamos, como nos relacionamos e como a informação chega até nós. “O 3G, lançado em 2001, corresponde à terceira geração de conexão móvel, que consolidou o acesso e a navegação pela internet por celulares. O enfoque dos novos padrões e tecnologias foi o uso diário de serviços de internet, como a navegação em sites, redes sociais, acesso a e-mails e troca de mensagens.”
Trazendo para a parte mais técnica: “O padrão utilizado foi o Universal Mobile Telecommunication System (UMTS), que auxiliou na migração do GSM para o 3G, e foi o primeiro a alcançar a marca de 2 megabits por segundo na taxa de transmissão em dispositivos parados. A implantação do 3G, no entanto, foi um processo demorado em vários países devido ao uso de um espectro de frequência diferente do 2G. A mudança de geração ampliou o acesso à internet móvel, comportando números cada vez maiores de taxas de dados.” “O 3G já começa a apresentar características mais próximas da internet móvel atual. A terceira geração melhorou alguns recursos, como o envio de e-mails e SMS, e também agregou funcionalidades que são utilizadas diariamente:Acesso à internet; Chamadas de vídeo; Comunicação via VoIP (voz sobre protocolo de internet),TV pelo celular. Essa tecnologia ainda vigora em algumas regiões do Brasil, representando 12% da telefonia móvel, porém, com padrões mais atualizados. Quando surgiu no País, o 3G utilizava o sistema móvel de telecomunicações universais, ou UMTS (do inglês Universal Mobile Telecommunications System). “
Destaques para alguns processos de patentes requeridos neste período: Suporte para telefone celular e chaveiro com proteção ionizante e dispositivo contra roubo; suporte para uso de telefone celular no trânsito; sistema para acessar páginas da web e enviar e-mails usando números de telefone; totem carregador de telefone celular; disposição técnica introduzida em equipamento viva-voz veicular destinado a telefone celular; processo de gravação de documento por voz via telefone e conversão para texto; tradutor simultâneo de línguas via telefone fixo ou móvel.
Os processos supracitados revelam a diversidade de oportunidades de negócios que surgiram e podem continuar a surgir à medida que a inovação na tecnologia móvel avança. A criação de suportes para telefones, dispositivos anti-roubo e acessórios para utilização na estrada evidencia a necessidade crescente de soluções práticas e seguras num mundo cada vez mais conectado. Além disso, o totem do carregador de celular revela o uso cada vez mais presente e a necessidade de se disponibilizar recarga em diversos pontos, o que pode, inclusive, manter o cliente consumindo em determinado estabelecimento.
O desenvolvimento da Internet móvel impulsionou enormes avanços na utilização das redes sociais e representa uma grande mudança na dinâmica social e empresarial. Esta mudança não está apenas a mudar a forma como comunicamos, mas também está a abrir enormes novas oportunidades de carreira. “Com ele, as redes sociais começaram a ser usadas massivamente, trazendo novas oportunidades para muitos setores, como o de comunicação, marketing e publicidade.Por sua vez, essa etapa da evolução da internet móvel expandiu o uso da tecnologia para além de celulares, como para notebooks. Essa novidade facilitou a continuação das atividades em outros locais, além do escritório. Um bom exemplo são eventos, como as feiras de negócios, que puderam contar com o apoio tecnológico independentemente da disponibilidade de banda larga fixa ou de Wi-Fi.”
Magalhães explica: “Seguindo com a transição entre gerações, o 4G representa a quarta grande fase de tecnologias para a conexão móvel, com avanços significativos na transmissão de dados. Através do padrão Long Term Evolution (LTE), foi anunciada em 2010 e ampliou a velocidade, a capacidade de tráfego e a estabilidade do uso de internet em celulares.”
Magalhães segue exemplificando as inovações trazidas por esta tecnologia: “O 4G possibilitou usar dados móveis para realizar serviços que, até então, eram limitados à conexão por banda larga fixa. A nova tecnologia permitiu, por exemplo, reproduzir vídeos em alta definição, jogar online e realizar videoconferências com velocidade e estabilidade que não eram disponibilizadas no 3G. A quarta geração trouxe uma taxa de transmissão que podia atingir até 300 Mbps e é uma rede baseada em protocolo IP, o que aumenta a capacidade de usuários simultâneos.” Hoje, o computador tornou-se dispensável, eis que o celular faz as vezes dele, de maneira mais simplificada e ainda, na palma da mão.
Importante ressaltar que “No cenário atual, essa é a geração de internet que domina os celulares em solo brasileiro. Se o 3G começou a era dos smartphones, o 4G transformou o dispositivo em um ‘computador’.Videochamadas, agora, podem ser feitas em alta qualidade, os streamings de vídeos também passam a ser vistos em alta resolução. No modelo de trabalho remoto, as reuniões são realizadas em ambientes virtuais e os jogos online se tornaram parte da realidade dessa conexão.”
E continua:
“Talvez seja difícil lembrar de como era a vida antes das facilidades trazidas por essa quarta geração, que pode chegar a uma velocidade de 300 Mbps de download. Contudo, o que realmente se destaca na transformação acelerada pela tecnologia é o uso de aplicativos e serviços em nuvem.Conhecidos como apps, essas plataformas aproximaram empresas de seus consumidores finais, ao oferecer a possibilidade de fazer compras online ou de escolher o produto a distância e solicitar o delivery. As entregas, inclusive, foram uma das soluções que muitas lojas e restaurantes utilizaram durante o período de distanciamento social. “
O período pandêmico veio acelerar essa enxurrada de novidades trazidas pela tecnologia 4G e a transição para a 5G. As necessidades de comunicação mudaram muito, tornando-se requisito básico para trabalhar, conviver, consultar médicos, terapeutas e até mesmo se relacionar. As lives foram o grande lazer da população e os aplicativos de entrega revolucionaram a forma de fazer compras. “Ao mesmo tempo, novos serviços nasceram desse mundo de possibilidades aberto pelo 4G. Um caso amplamente conhecido é o de serviços de motorista por aplicativo ou de carona, como Uber, 99 e Lady Driver.Por fim, essa evolução da internet móvel também foi imperativa para a automação industrial, juntamente às redes de dispositivos IoT. Com a conectividade como suporte de tecnologias como a internet das coisas, inteligência artificial e machine learning, há ganho de produtividade e redução de custos e desperdícios.”
Alguns processos de patentes que se destacam nesse período: Identificador de nível de água e ração via telefone com sinal sonoro local; leitor de cartão para uso com um telefone móvel, ou seja, é a era em que você pode fazer tudo pelo celular.
Acerca da tecnologia 5G, se destaca que: “A quinta geração procura trazer mais do que aumentar a velocidade: marcará, também, a conexão sem fio para outros aparelhos. Os resultados são previstos para uso doméstico, com a ampliação do conceito de casas conectadas; e em serviços industriais, com novas possibilidades de automação e Internet das Coisas (IoT).”
“Segundo aAnatel, a quinta geração terá três modos de uso principais:banda larga móvel avançada — com foco em altas velocidades de download e upload para o usuário; controle de missão crítica — baixíssima latência e altíssima confiabilidade ajudarão aplicações sensíveis a atrasos e erros, como os carros autônomos, as cirurgias remotas e o controle remoto de maquinário industrial; Internet das Coisas Massiva — atenderá grande volume de dispositivos IoT, com alta cobertura e baixo consumo de bateria. Portanto, exploravam projetos de cidade conectada, como o Rio de Janeiro, que já usa monitoramento inteligente para gestão de inundação, esse tipo de recurso será potencializado. Os carros completamente autônomos também ficarão mais próximos da realidade, bem como as linhas de produção inteligentes nas indústrias.” É importante observar a quantidade de soluções e consequentemente oportunidades de negócios e de desenvolvimento econômico e territorial que o avanço da comunicação pode gerar. A Propriedade Intelectual advém de problemas reais e o advento das tecnologias de conectividade pode sanar os mais diversos problemas, desde a alimentação automatizada do pet pelo dono que trabalha o dia todo fora, quanto um problema de inundação de rios, controlado através de cidades inteligentes. “A Internet das Coisas (IoT), a Inteligência Artificial (IA) e o Machine Learning são algumas das tecnologias que devem atingir seu máximo potencial com o 5G. Como consequência, a previsão é que isso se reflita nos resultados de diferentes mercados e até no Produto Interno Bruto (PIB).”
Contrato de telecomunicações Janeiro/2024
Fonte: Anatel
“Além do planejamento urbanístico e da indústria, o agronegócio é outro setor que deve se beneficiar da ampliação da conectividade. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) estima que a ampliação de 25% da conectividade no campo pode gerar um aumento de 6,3% no valor bruto da produção do setor. Sendo assim, a novidade também deve impactar o PIB brasileiro. De acordo com a consultoria O’Dia, o PIB pode crescer R$6,5 trilhões a mais até 2035 impulsionado pela inovação. “
Ultrapassando o âmbito urbano e industrial, a conectividade pode influenciar na inovação de todo e qualquer setor de atividades, contribuindo para o crescimento e expansão dos negócios, sendo um grande catalisador para o desenvolvimento econômico do país.
“No Brasil, há boas perspectivas para a quinta geração. Sobretudo, segundo estimativas da IDC, o 5G vai, indiretamente, gerar US$ 2,7 bilhões de novos negócios no País. Esse resultado vai envolver principalmente a popularização de inovações como IA, Realidade Virtual e Aumentada, IoT, Cloud, Segurança e Robótica.”
Na base de dados do INPI utilizando a palavra “telefone” no título na busca de patentes, encontramos 1063 processos de patentes no INPI, o que pode ser apenas um demonstrativo da produção intelectual do país, eis que a pesquisa mais aprofundada deve ser feita também por outras palavras-chave não somente na busca através do título, mas também pelo resumo dos pedidos.
Sabemos que não é fácil realizar recrutamento e seleção de funcionários. Encontrar pessoas com habilidades técnicas e comportamentais para trabalhos em específico é um dos grandes desafios atuais para as empresas. O Contrato de experiência é uma modalidade “teste”que permite ao empregador avaliar as habilidades e a adequação do empregado às exigências do cargo durante um período determinado. Assim como o empregado pode sentir como é trabalhar naquela empresa.
Tempo do Contrato de Experiência
A duração máxima do contrato de experiência é de 90 dias, podendo ser estabelecido em um único período ou dividido em dois períodos sucessivos de 45 dias. Essa limitação temporal visa garantir que o empregado tenha uma avaliação justa e que o empregador possa observar seu desempenho de maneira adequada. Caso o contrato de experiência seja prorrogado, essa prorrogação pode ocorrer uma única vez, desde que o total não ultrapasse os 90 dias estipulados. Após o término desse período, se o contrato não for rescindido, ele se converte automaticamente em um contrato por prazo indeterminado, assegurando ao empregado os mesmos direitos e deveres aplicáveis a essa modalidade de contrato. Então, muito cuidado com os prazos!
Documentos integrantes ao contrato de experiência
Os documentos integrantes de um contrato de experiência são fundamentais para estabelecer claramente as condições do vínculo empregatício temporário entre empregador e empregado. Entre os principais documentos, destacam-se o acordo de confidencialidade, garantindo a proteção de informações sensíveis da empresa; políticas internas da empresa e normas de segurança , adesão a benefícios como plano de saúde e odontológico.
Definição das funções
A definição de funções em um contrato de experiência é crucial para garantir clareza e evitar mal-entendidos entre o empregador e o empregado. Esse documento deve detalhar minuciosamente as tarefas e responsabilidades que o empregado deverá desempenhar durante o período de experiência. Esse nível de detalhamento não apenas facilita a adaptação do novo funcionário ao ambiente de trabalho, mas também permite uma avaliação justa e objetiva do seu desempenho ao final do período de experiência, auxiliando na decisão de efetivação ou término do contrato.
Jornada de Trabalho
O INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial) adota o princípio do direito de precedência, onde a marca é concedida ao primeiro que a registrar, independentemente de quem a usou primeiro, salvo exceções. Isso significa que, a qualquer momento, outra empresa pode registrar uma marca igual ou semelhante, o que pode resultar na perda do direito de uso para o empreendedor que não registrou sua marca. Por isso, é crucial que os empreendedores se organizem e realizem o registro o mais rápido possível, reduzindo significativamente o risco de perderem a exclusividade e a identidade de sua marca no mercado. Quanto antes o registro for feito, mais segurança e proteção o negócio terá, assegurando seus direitos e evitando possíveis disputas legais no futuro.
Conduta do Empregado
A conduta do empregado é fundamental para a manutenção de um ambiente de trabalho saudável e produtivo, além de ser um reflexo direto da ética e profissionalismo exigidos pelo empregador. O comportamento esperado inclui o cumprimento das obrigações contratuais, respeito às normas internas da empresa, e a adoção de atitudes que promovam a cooperação e o respeito mútuo entre colegas e superiores. Desvios de conduta, como desrespeito, insubordinação, ou atos de deslealdade, podem resultar em advertências, suspensões e, em casos mais graves, até em demissão por justa causa, conforme previsto no artigo 482 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A conduta do empregado, portanto, é um dos pilares que sustentam não apenas sua relação de emprego, mas também a própria reputação e eficiência da organização.
Auxílio alimentação e Auxílio transporte
Auxílio Transporte: Este benefício é obrigatório por lei. De acordo com a Lei nº 7.418/1985 e seu decreto regulamentador (Decreto nº 95.247/1987), as empresas são obrigadas a fornecer vale-transporte para os funcionários que o solicitarem, cobrindo os custos de deslocamento entre a residência e o local de trabalho. O colaborador pode arcar com até 6% de seu salário, dependendo do valor do vale-transporte recebido, mas a empresa cobre o restante.
Auxílio Alimentação: Ao contrário do vale-transporte, o vale-alimentação não é obrigatório, exceto em casos onde haja previsão em convenções ou acordos coletivos de trabalho. É um benefício opcional oferecido pelas empresas, e muitas vezes é usado como parte de estratégias de atração e retenção de talentos, além de proporcionar um benefício fiscal para as empresas que aderem ao Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT).
RESCISÃO CONTRATUAL E TÉRMINO DO PERíoDO DE EXPERIÊNCIA
Rescisão Antecipada
Caso o contrato de experiência seja rescindido antes do seu término, as consequências variam dependendo de quem tomou a iniciativa:
Por iniciativa do empregador:
Pagamento de metade do salário que o empregado teria direito até o final do contrato (art. 479 da CLT).
Aviso prévio não é devido, já que se trata de contrato por prazo determinado.
Multa de 40% sobre o FGTS dos valores depositados durante o contrato.
Saldo de salário dos dias trabalhados.
13º salário proporcional.
Férias proporcionais com 1/3 de adicional.
Indenização correspondente a 8% sobre o saldo do FGTS.
Por iniciativa do empregado:
O empregado pode ter que indenizar o empregador pelos danos causados pela rescisão antecipada, limitada ao valor equivalente à metade dos dias restantes do contrato (art. 480 da CLT).
O empregado recebe o saldo de salário, 13º proporcional, e férias proporcionais com 1/3 de adicional, além de levantar o FGTS depositado, mas sem direito à multa de 40% nem ao seguro-desemprego.
Término Natural do Contrato
Quando o contrato de experiência chega ao seu término sem renovação, o empregado tem direito a receber:
Saldo de salário dos dias trabalhados.
13º salário proporcional.
Férias proporcionais com 1/3 de adicional.
Levantamento do FGTS, mas sem a multa de 40%.
Considerações Importantes
Formalização: A rescisão deve ser formalizada por escrito, com o pagamento das verbas rescisórias no prazo de até 10 dias após o término do contrato.
Homologação: Em alguns casos, a rescisão pode exigir homologação no sindicato, dependendo do tempo de serviço e das regras locais.
Prorrogação do Contrato de trabalho
Se o contrato de experiência não for rescindido ao término do período inicial (ou de sua prorrogação), ele se transforma automaticamente em um contrato por prazo indeterminado.
Com a transformação, todas as regras aplicáveis aos contratos por prazo indeterminado passam a vigorar, incluindo o direito ao aviso prévio, estabilidade em casos específicos, e demais direitos previstos pela CLT.